O processo de criação de um catálogo pode variar bastante de acordo com o cliente e com o material disponível.
Em alguns projetos, a identidade visual já está definida e o conteúdo chega organizado em uma planilha. Em outros, é necessário estruturar as informações, atualizar materiais existentes ou desenvolver uma nova identidade visual.
Estas são as 8 etapas que costumo seguir na criação de um catálogo.
1. Entendimento do projeto
O primeiro passo é entender o que o cliente precisa e como o catálogo será utilizado.
Na reunião inicial, procuro esclarecer questões como quantidade de produtos, público, formato do catálogo, identidade visual (se houver), materiais disponíveis e outras necessidades específicas do projeto.
Dessa forma consigo identificar o que será necessário para desenvolver o catálogo e dimensionar o trabalho.
2. Organização do conteúdo
Na maioria dos projetos, recebo a listagem dos produtos em uma planilha Excel. Isso facilita bastante o trabalho, principalmente quando o catálogo tem muitos produtos e informações técnicas.
Mas nem sempre o conteúdo chega dessa forma. Já desenvolvi catálogo a partir de um PDF antigo, por exemplo. Nesse caso, além de criar o novo layout, foi necessário organizar as informações existentes e acrescentar novos produtos.
Quando as informações estão espalhadas ou não estão estruturadas, essa organização também faz parte do processo. É preciso identificar produtos, códigos, descrições, características técnicas, imagens, categorias e outras informações que serão utilizadas nas páginas.

3. Definição ou desenvolvimento da identidade visual
Outro ponto que varia de acordo com o projeto é a identidade visual.
Quando a empresa já possui uma identidade definida, sigo seus padrões gráficos na criação do catálogo.
Se a identidade precisa ser atualizada, posso desenvolver uma nova direção visual. Em alguns casos, quando não existe uma identidade adequada para o projeto, esse trabalho também é desenvolvido.
O objetivo é fazer com que o catálogo tenha uma linguagem visual consistente, respeitando a comunicação da empresa.
4. Orçamento e aprovação
Depois de entender o projeto, analiso todo o material e envio o orçamento. Com a aprovação, o projeto entra efetivamente na etapa de criação.
5. Moodboard, quando necessário
Moodboard, ou painel semântico, é uma espécie de mural de referências com imagens, paleta de cores, fontes e conceitos gráficos para um projeto.
Nem todo catálogo precisa de um moodboard. Quando considero que ele pode ajudar no alinhamento, preparo uma seleção de referências visuais para definir a direção do projeto antes de começar o layout.
Essa etapa costuma ajudar bastante, pois deixa clara qual será a comunicação do projeto e evitando refações. É muito mais prático e rápido corrigir uma ideia no moodboard do que várias páginas já diagramadas.
Depois da aprovação do moodboard, sigo para o desenvolvimento das primeiras páginas.

6. Desenvolvimento e aprovação do layout
Em vez de começar criando todas as páginas do catálogo, desenvolvo inicialmente um conjunto de 4 ou 5 páginas. Essas páginas servem para apresentar a identidade visual e mostrar como diferentes tipos de informação serão organizados no catálogo.
Dependendo do projeto, posso apresentar uma capa, uma abertura de seção, páginas de produtos, tabelas ou outros formatos que sejam necessários.
Depois da aprovação desse primeiro conjunto, a direção visual está definida e posso seguir para as demais páginas. Essa etapa permite corrigir a direção do projeto no início, antes que dezenas de páginas sejam produzidas.
7. Criação das páginas restantes
Com o layout aprovado, começo a criação das páginas restantes.
Embora exista uma estrutura visual definida, nem todas as páginas precisam ser exatamente iguais. Alguns produtos têm mais informações, outros precisam de tabelas, mais imagens ou uma organização diferente das especificações.
Por isso, a criação das páginas também envolve adaptar o conteúdo à estrutura visual do catálogo sem perder a consistência do projeto.
8. Produção e revisão em paralelo
Em catálogos maiores, não é necessário esperar que todas as páginas sejam criadas para começar a revisão.
Costumo enviar as páginas em lotes. Enquanto o cliente revisa um lote e aponta eventuais correções, continuo trabalhando na criação do próximo. Dessa forma, as duas etapas acontecem em paralelo e o projeto avança sem que a produção precise ficar parada durante o período de revisão. É um processo colaborativo que tem trazido bastante eficiência na criação de catálogos.
As correções podem envolver textos, informações técnicas, imagens ou pequenos ajustes de layout. No final, todos os lotes são revisados e consolidados para garantir a consistência do catálogo.
O que o catálogo deve proporcionar
Em resumo:
- Apresentar os produtos de forma clara e organizada
- Facilitar a comparação entre modelos e especificações
- Reunir informações importantes e reduzir dúvidas dos clientes
- Reforçar a identidade visual da empresa
- Apoiar a equipe comercial em reuniões, visitas e feiras
- Ampliar o acesso ao conteúdo em formatos impressos e digitais
Conclusão
Cada trabalho pode começar de um ponto diferente. Em alguns casos, o cliente já possui uma identidade visual e todo o conteúdo organizado. Em outros, é necessário estruturar as informações, trabalhar a identidade visual ou partir de materiais antigos.
O processo precisa se adaptar a essas necessidades, mas o objetivo permanece o mesmo: transformar uma grande quantidade de informações em um material organizado, claro e útil para quem precisa consultar ou apresentar os produtos.
Fontes adaptadas:
Corporality Media e Envato Tuts+
